terça-feira, setembro 05, 2006

A Divina Dúvida

Num caminho reto estou
Sei para onde ir
Mas, se não sei quem sou,
Como posso seguir?


Segues com a alma
Enfrenta teus pesadelos
E com a mesma calma
Cuida do teu zelo


Alma, que alma?
Alma essa que Deus me deu,
Ou a que o Diabo me empalma
A quem devo acatar, ao Deus meu, ou ao diabo teu?


Acatas a quem queiras
O deus tem a sabedoria,
E o diabo as asneiras
Cuidado com toda essa euforia


Você pode estar certo,
Mas você não vê o outro lado
O diabo é esperto
Mas o mal deste é q não se mantém calado


Esse é o problema
Ele não fecha a boca
Mesmo sem tema,
Mantém sua voz rouca


Esta pode ser,
Uma grande virtude
Mostra que apesar das lutas
Ainda mostra juventude


Juventude não é tudo
O importante é a astucia
Se o belzebu fosse mudo
Não conquistaria nem a Rússia


O que acabas de dizer,
É a mais pura verdade
Mas hei de te convencer,
Que em sua existência não há só maldade


Já estou cansado
Esta duvida é eterna
Mas naum ficarei calado
A única solução: irei a uma taverna

Lhe acompanharei nessa jornada
Mas depois de toda essa discursão
Tive uma duvida incontrolada
Qual foi a sua decisão?


Dizer-lhe vou o q decidi
Naum resolvi nada
Pois, já que naum morri
Minha boca permanecerá calada.


Thiago e Marcos, uns 10 anos atrás

quarta-feira, maio 24, 2006

Será que estamos presenciando o renascer do blog?

quarta-feira, maio 03, 2006

Anti-Toxicity

Anxi-toxicity

The brain, the brain...
what else could more restrain?
The fields of Joy, of Troy,
become much less bloody
when he comes moody, oh boy
faces shows everything
tired, weak... feared minds
presets the disgrace
thy heart will later see
eyes, poor brain.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

As dificuldades em se discordar de tudo

Eu gosto muito de política. Não, não é nada disso... eu gosto só de estudar política mesmo. E, naturalmente, gosto de ver o noticiário de política e até mesmo de discutir política. Sempre tive, entretanto, muita dificuldade de (primeiro) me posicionar nas discussões sobre política e (segundo) me satisfazer com os insistentes rótulos que surgem nessas discussões. Explico o por quê.

Nas análises políticas tradicionais (e ainda absolutamente dominantes) o mundo se divide em três: os que são da esquerda, os da direita e os do centro. Assim, na dinâmica baseada nessa perspectiva a direita normalmente faz uma aliança com o centro (até porque a esquerda não faz aliança com ninguém que não seja esquerda e, se fizer, já deixou de ser esquerda) e eles ficam brigando entre si quase (?) que indefinidamente.

Mas o mais interessante em tudo isso é que um grupo sempre chama o outro de reacionário, antigo. Os de direita chamam os de esquerda soviéticos, stalinistas, bobos; os de esquerda chamam os de direita de reacionários, capitalistas, escrotos; e os de centro, bom, no caso dos de centro os de esquerda chamam de “de direita” e os de direita não chamam de nada pra “não brigar e perder apoio”.

E sabe o pior? Estão todos certos. Não nos xingamentos (é claro), mas em princípio. Todos os princípios e teorias políticas que estão por ai (digo fora do congresso, porque lá há quase nada de princípio e teoria política) estão ultrapassados, outdated, velhos, pecos.

Se quiser eu especifico.

Os de Esquerda se baseiam, sempre, em Marx; e ainda mudam muito pouco quando não estão no Poder. Marx andava por aí no século XIX pós-revolução industrial, antes das conquistas sindicais quando, eu imagino, as classes eram muito mais óbvias e as relações sociais mais tensas. Partir desses princípios (e principalmente de que é possível compreender e propor soluções para uma sociedade dividindo-a entre produtores e não-produtores e ainda assumindo que eles se odeiam) para atuar politicamente no século XXI é antigo, bobo.

Os de Direita se baseiam, quase sempre, nos modelos liberais. Liberais, liberais mesmo – não neoliberais. Os neoliberais são muito mais uma adaptação do liberalismo à realidade da economia financeira do que qualquer coisa. Anyways. Esse liberalismo aí de que falo é aquele mesmo: Adam Smith, século XVIII; mão invisível e aquelas coisas que só funcionam mesmo em feira de banana. É escroto.

Os de Centro, bom, os de centro são um caso a parte. Se dividem normalmente em dois. Os de centro-esquerda, mais moderninhos, se baseiam numa teoria da década de 30. São do time do Estado de bem estar social, intervenção do Estado na economia, essas coisas. Keynes, década de 30. Já os de centro-direita eu confesso que não entendo. Não sei o que esses caras querem (e se existem), tenho a impressão que eles são simplesmente uma direita envergonhada. Quem quiser que me corrija (ou esclareça).

Enfim (e por fim), me parece inaceitável, absurdo, bizarro que a imensa maioria das pessoas que se propõem a fazer, discutir e ensinar política se baseiem em teorias com pelo menos 70 anos de idade; de antes da Arte Moderna, do Vietnã, dos Stones, da contra-cultura, da antropofagia cultural e, sobre tudo, de antes do pós-modernismo de Derrida e Foucault,. É insuficiente, pobre, bobo, triste.


*** Importante: quem me chamou a atenção para o fato de que não há progressistas na política atual (nem os que se autodenominam progressistas) foi o insubstituível Edward Said numa frase secundária em um dos artigos da (não menos indispensável) coletânea Cultura e Política. Esse cara é bom.

terça-feira, janeiro 03, 2006

metalinguistica




quero escrever, mas tô completamente sem assunto.

aí nao tem jeito - inevitavelmente caio na metalinguistica.

quero escrever ou preciso escrever?

escrever para mim ou para vocês? (tem alguem aí?!?!)

acho que na verdade não tenho mesmo é o que fazer...

vou dormir.

Ps. Esse quadro é de Ana Garcia Marques. Quero crer que é parente de Gabo.

domingo, janeiro 01, 2006

[ 2005*2006 ]

sábado, dezembro 24, 2005

Condenado a ser exato


"Condenado a ser exato,
Quem dera poder ser vago,
Fogo fatuo sobre um lago,
ludibriando igualmente
quem voa, quem anda, quem mente,
mosquito, sapo, serpente."

p.leminski



Ainda chegará o dia do "estalo". Trocarei a argumentação pela poesia, a crônica pela composição, o layout pela arte e a razão pela emoção.

Enquanto esse dia não chega continuem aguentando minhas chatices...